Recentemente, a Folha de S.Paulo trouxe à tona uma transformação marcante no cenário dos planos de saúde no Brasil, evidenciando um impacto significativo que merece atenção. Segundo dados da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), os custos relacionados ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ultrapassaram os investimentos destinados às terapias oncológicas, representando uma mudança notável na alocação de recursos do setor. Em 2023, os gastos com TEA atingiram 9% do custo médico total, ultrapassando os 8,7% destinados à oncologia.
Essa tendência ascendente nos custos associados ao autismo ganhou impulso com as alterações regulatórias implementadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desde 2021. Essas mudanças incluíram a introdução de uma cobertura ilimitada para sessões com psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e outros métodos indicados para o tratamento dos transtornos do espectro autista. Como resultado, houve uma expansão expressiva na demanda por esses serviços.
A matéria, elaborada pela jornalista Joana Cunha, também destaca um aumento nas queixas dos pacientes em relação às práticas das empresas de planos de saúde, especialmente relacionadas a negativas de cobertura e ao descredenciamento de clínicas especializadas. De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), aproximadamente 500 mil pessoas com TEA no Brasil dependem do sistema de saúde privado.
É crucial salientar que o aumento na prevalência de crianças diagnosticadas com autismo, de 1 em 150 no ano 2000 para 1 a cada 36 em 2020, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, contribuiu para o crescimento expressivo na demanda por tratamentos. Nesse contexto, as novas regulamentações da ANS assumem um papel crucial, não apenas moldando o panorama dos planos de saúde, mas também influenciando diretamente a qualidade de vida e o acesso a tratamentos adequados para pessoas com TEA no Brasil.
Adicionalmente, é importante destacar que, em meio a esse cenário de mudanças no setor de planos de saúde e no contexto do aumento expressivo nos custos relacionados ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), o escritório Pinheiro Pedro Advogadas Associadas têm atuado de forma proativa para garantir os direitos dessas pessoas e o acesso à saúde garantido pela Constituição Federal.
Com base em um trabalho diligente e personalizado, atuamos com vistas à obtenção de decisões favoráveis em casos específicos, garantindo que nossos clientes tenham acesso a todos os tratamentos e serviços necessários junto aos planos de saúde.
Esse êxito reflete não apenas nosso compromisso com a defesa dos direitos das pessoas com TEA e/ou outros diagnósticos, mas também a capacidade de nosso escritório em adaptar-se e encontrar soluções jurídicas em um contexto dinâmico e desafiador. Continuamos firmes em nossa missão de proporcionar suporte legal e defender os interesses de nossos clientes, contribuindo para um acesso justo e equitativo aos serviços de saúde necessários para o tratamento do TEA.
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